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  1. 15 dos 19 pesquisadores do Brasil mais citados no mundo são bolsistas do CNPq
     
    Dom, 22 Nov 2020 17:41:00 -0300

    15 dos 19 pesquisadores do Brasil mais citados no mundo são bolsistas do CNPq

    Lista de "Pesquisadores Altamente Citados 2020", do site Web of Science, conta com 19 cientistas vinculados a instituições brasileiras, sendo 15 bolsistas PQ e uma ex-bolsista de Doutorado. A lista foi divulgada na última quarta-feira (18) pelo site Web of Science, da empresa Clarivate Analytics

    Coordenação de Comunicação Social do CNPq

    Dom, 22 Nov 2020 17:41:00 -0300

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    A presença do Brasil na lista "Pesquisadores Altamente Citados 2020", divulgada na última quarta-feira (18/11) pelo site Web of Science, da empresa Clarivate Analytics, é predominantemente de bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Dos 19 nomes entre pesquisadores brasileiros ou que atuam no Brasil, 15 são bolsistas de Produtividade em Pesquisa, a modalidade de maior prestígio do CNPq, e uma é ex-bolsista de Doutorado.

    A publicação reconhece a influência de cientistas do mundo todo, em seu campo de atuação, por meio da publicação de artigos frequentemente citados por seus pares durante a última década.

    Ao todo, 6.389 pesquisadores de mais de 60 países foram incluídos na lista de 2020, sendo 3.896 cuja produção científica teve impacto em áreas específicas e 2.493 com impacto cruzado (cross-field) em diversos campos do conhecimento. A seleção foi feita com base no número de artigos altamente citados que os autores produziram ao longo de 11 anos - de janeiro de 2009 a dezembro de 2019 - por especialistas em bibliometria do Institute for Scientific Information, ligado à Clarivate.

    São bolsistas de Produtividade em Pesquisa do CNPq: Paulo Artaxo, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP); Álvaro Avezum, do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese; Andre Brunoni, da Faculdade de Medicina (FM) da USP; Mauro Galetti, da Universidade Estadual Paulista, em Rio Claro; Renata Bertazzi Levy, da FM-USP; Carlos Augusto Monteiro, da FSP-USP; Helder Takashi Imoto Nakaya, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP; Anderson de Souza Sant'Ana, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Fernando Celso Lopes Fernandes de Barros, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel); Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília (UnB); Adriano Gomes da Cruz, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ); Mônica Queiroz de Freitas, do Departamento de Tecnologia dos Alimentos da Universidade Federal Fluminense (UFF); Pedro Rodrigues Curi Hallal, da UFPel; Luis Augusto Paim Rohde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); e Cesar Gomes Victora, da UFPel. Está, ainda, na lista, a ex-bolsista de Doutorado, Henriette Azeredo, da Embrapa Agroindústria Tropical em São Carlos.

    Além desses, o Brasil está presente com outros três pesquisadores: Maria Laura da Costa Louzada, do Instituto de Saúde e Sociedade da Universidade Federal de São Paulo (ISS-Unifesp); Felipe Schuch, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); e o inglês Geoffrey Cannon, que atua na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.

    Na lista pela quinta vez, Paulo Artaxo lembra que o Brasil ganhou quatro nomes em relação ao ano passado, quando foram listados 15 brasileiros e ressalta o financiamento "contínuo e de longo prazo" para promover a presença de pesquisadores em levantamentos como esses. "É uma satisfação para qualquer pesquisador ter seu árduo trabalhado reconhecido por citações de colegas internacionais. Isso quer dizer que muitos cientistas leram seus trabalhos e reconheceram a importância em sua área. Estar em uma instituição que lhe dá suporte e apoio também é essencial. Precisamos ser centenas de cientistas brasileiros que ajudem no desenvolvimento tecnológico nacional", concluiu.

    Para a Profª. Mercedes Bustamante, "estar na lista dos mais citados é um resultado compartilhado com as redes de muitos colaboradores no Brasil e no exterior e com os alunos de graduação e pós-graduação que ao longo desses anos somaram seus esforços de pesquisa". A pesquisadora destaca, também, a importância do fomento de agências públicas como o CNPq, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), e as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs), que financiaram projetos e bolsas e a necessidade de investimento contínuo. "O Brasil pode avançar muito mais e colocar mais pesquisadores nessa lista por meio de políticas científicas continuadas e consistentes". "Eu espero também que seja possível contar com mais apoio para as mulheres e outros grupos menos representados na Ciência brasileira", finaliza.

    Como em anos anteriores, os Estados Unidos dominam a lista com 2.650 dos autores mais citados (41,5%), mas a participação relativa do país no ranking diminuiu em relação a 2019 (44%). Em seguida estão: China, com 770 pesquisadores (12,1%); Reino Unido, com 514 (8%); Alemanha, com 345 (5,4%); e Austrália, com 306 (4,8%).

    A Harvard University (Estados Unidos) é mais uma vez a instituição com a maior concentração de pesquisadores altamente citados do mundo - ao todo são 188. Em segundo lugar está a Chinese Academy of Sciences (China), com 124 autores.

    Com informações da Agência Fapesp

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