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Sex, 13 Jan 2023 16:32:00 -0300
Migração Portal
Acesse o novo Portal do CNPqDesde dezembro de 2020, o endereço do Portal do CNPq mudou para:
https://www.gov.br/cnpq
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Seg, 07 Dez 2020 12:31:00 -0300
Programa Ciência no Mar ganha mais recursos com adesão da Marinha
Parceria entre CNPq e Marinha proporcionou a suplementação de R$ 2 milhões para 4 projetos da Chamada de apoio à Pesquisa e Desenvolvimento para Enfrentamento de Derramamento de Óleo na Costa Brasileira - Programa Ciência no Mar. Com essa adesão, a iniciativa apoiará 11 projetos, totalizando R$ 6 milhões, recursos da Marinha e do MCTI.Parceria firmada entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Marinha do Brasil proporcionou a suplementação de R$ 2 milhões à Chamada CNPq/MCTIC Nº 06/2020 - Pesquisa e Desenvolvimento para Enfrentamento de Derramamento de Óleo na Costa Brasileira - Programa Ciência no Mar, com apoio a novos quatro projetos. Com essa adesão, a iniciativa apoiará 11 projetos, totalizando R$ 6 milhões em investimentos. Além da Marinha, os recursos serão investidos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).
A chamada foi lançada com o objetivo de selecionar projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação relacionados ao derramamento de óleo ocorrido a partir de agosto de 2019 na costa brasileira que visem contribuir significativamente para o Programa Ciência no Mar.
Nesta segunda, 07, às 14h, a Marinha realizará a 1ª Sessão Ordinária da Comissão Técnico-Científica para o Assessoramento e Apoio das atividades de Monitoramento e a Neutralização dos Impactos decorrentes da Poluição Marinha por Óleo e outros Poluentes na Amazônia Azul, com a participação do Presidente do CNPq, Evaldo Vilela. Saiba mais.
Veja aqui o resultado final completo.
Importância litorânea para o Brasil
O recente desastre de derramamento de óleo na costa brasileira em 2019 demonstrou a importância de ações públicas embasadas no melhor conhecimento científico disponível, a fim de que as iniciativas de remediação reduzam os prejuízos para a biodiversidade e para a saúde humana. Além disso, ressaltou a necessidade de evidências científicas na proposição de medidas que busquem a prevenção a novos acidentes que possam colocar em risco a qualidade de vida da ocupação humana ao longo da costa brasileira.
Estima-se que mais de 26% da população brasileira resida na zona costeira, sendo o litoral a área protagonista no histórico processo de ocupação do território nacional. A importância litorânea pode ser expressa pelo recorte federativo brasileiro: são 17 Estados e 274 Municípios defrontantes com o mar, e 16 das 28regiões metropolitanas existentes no País. O Brasil possui diversas ilhas costeiras, inclusive abrigando capitais (São Luís, Vitória e Florianópolis), além de ilhas oceânicas que representam pontos importantes do território nacional (Fernando de Noronha, o Arquipélago de São Pedro e Trindade e Martim Vaz, e o Arquipélago de Abrolhos).
Grande parte do comércio internacional, da exploração do petróleo, da atividade pesqueira e de turismo está relacionada com o mar brasileiro. Relevante também é a riqueza da biodiversidade marinha e costeira do País, que deve ser preservada como importante ecossistema para a manutenção da vida. Além disso, o Brasil possui 26,3% de sua Zona Econômica Exclusiva protegida dentro de unidades de conservação, que devem também ser pólos-modelo para medidas de conservação e uso sustentável.
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Qui, 26 Nov 2020 17:37:00 -0300
CNPq divulga resultado preliminar da Chamada nº 25/2020
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulga o resultado preliminar da Chamada nº 25/2020 - Apoio à Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação: Bolsas de Mestrado e Doutorado.O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulga o resultado preliminar da Chamada nº 25/2020 - Apoio à Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação: Bolsas de Mestrado e Doutorado.
Esta chamada promove a redistribuição das bolsas retidas ao final de sua vigência no período do 1 de julho a 30 de dezembro de 2020, iniciando a diretriz de realinhamento da concessão de bolsas de pós-graduação à missão precípua do CNPq. Esta iniciativa, em concepção desde 2019, prevê uma transição gradual do sistema antigo de quotas de bolsas ao novo sistema de concessão por meio de projetos institucionais de pesquisa. Tais projetos são apresentados pelos programas de pós-graduação e aglutinam de forma global o direcionamento da pesquisa nos respectivos cursos. A concessão baseia-se numa avaliação de mérito dos projetos, feita por comitês de especialistas.
O resultado preliminar garante a manutenção de bolsas encerradas no período citado, na proporção prevista no item 5 da Chamada, em programas de pós-graduação estabelecidos. Além disso, houve entrada de novos programas no sistema. Os projetos são avaliados por mérito e são aprovados a partir de disponibilidade orçamentária do CNPq.Ressalta-se que não houve nenhuma redução de bolsas no sistema do CNPq; a mesma concessão anual de cerca de R$ 400 milhões em bolsas de mestrado e doutorado está mantida. Uma segunda chamada dessa natureza será lançada brevemente, considerando as bolsas a vencer no próximo semestre.
O CNPq informa que o período de interposição de recurso administrativo ao resultado preliminar é de 25 de novembro a 4 de dezembro de 2020.
Demanda
Do total de 1.595 propostas recebidas de Cursos de Mestrado, 380 são cursos que já contam com bolsas do CNPq e que possuem bolsas vencendo entre 1° de julho a 31 de dezembro de 2020, enquadrando-se nos itens 5.3.1 e 5.4.1 da Chamada. Outras 628 propostas são de Cursos de Mestrado que contam com bolsas do CNPq, mas que vencem a partir de janeiro de 2021. Já outros 587 Cursos de Mestrado, por sua vez, não contam, na atualidade, com o apoio do CNPq em bolsas de mestrado.
Dos Cursos de Doutorado que submeteram propostas à Chamada, 277 já contam com bolsas do CNPq e possuem bolsas vencendo no período de 1° de julho a 31 de dezembro de 2020; 483 possuem bolsas vencendo a partir de janeiro de 2021, e 794 são Cursos de Doutorado que não contam com o apoio do CNPq em bolsas de doutorado.
Veja aqui o resultado preliminar.
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Qua, 19 Set 2018 16:20:00 -0300
Evando Mirra, ex-presidente do CNPq, recebe homenagem
Ex-presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), falecido em junho deste ano, Evando Mirra recebeu, ontem (18), uma homenagem póstuma do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), com a presença do atual presidente da agência, Mario Neto Borges, além de diversas autoridades e integrantes do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. O evento aconteceu na sede do CGEE, em Brasília, e contou, ainda, com a presença de familiares do ex-dirigente, que também foi o primeiro presidente do Centro.
Na ocasião, o atual presidente do Conselho de Administração da instituição e também ex-presidente do CNPq, Glaucius Oliva, lembrou da carreira exitosa de Mirra na ciência. Além das contribuições sempre inovadoras do seu antecessor, Oliva destacou a capacidade de construir consensos do ex-presidente. ¿Ele conseguia destruir arestas onde elas apareciam, da forma mais singela, tranquila e construtiva possível. Quero deixar registrado o carinho do conselho por ele. O nosso agradecimento a esse grande brasileiro que deixa história¿, afirmou.
Durante a solenidade, o presidente do CGEE, Marcio Miranda, relatou a importante tarefa que Mirra teve, como primeiro dirigente do Centro, de inserir a instituição no SNCTI. ¿Foi um momento de fortes iniciativas de modernização do Sistema de Ciência e Tecnologia e ele participou muito da construção da nossa agenda, de uma maneira geral¿, disse.
O ex-ministro da Ciência e Tecnologia à época da criação do CGEE, Ronaldo Sardenberg, também lembrou que Mirra foi um dos principais responsáveis por instituir o Centro. Além disso, destacou a produção científica de alta qualidade do ex-presidente. ¿Pelo lado mais leve, ele mantinha um forte interesse pela literatura, poesia e arte. Era, ainda, um requintado conhecedor de vinhos¿, relembrou.
Sobre
A história de Evando Mirra foi marcada por inúmeras contribuições ao SNCTI. Ele foi vice-reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e diretor da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Além disso, foi membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).Coordenação de Comunicação Social do CNPq (com informações do CGEE)
Foto: Roberto Hilário
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Ter, 18 Set 2018 18:31:00 -0300
Nota de Pesar: Warwick Kerr
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lamenta profundamente a morte Warwick Estevam Kerr, ocorrida no último final de semana. A ciência brasileira e mundial perde um grande nome, o maior especialista em genética de abelhas do mundo, que projeto o Brasil internacionalmente em sua área de atuação.

O Professor Warwick Kerr. Foto: Francisco Emolo / USP Imagens
Sua trajetória inclui contribuições significativas não só na produção científica, como na gestão em CT&I. Kerr foi o primeiro diretor científico da Fapesp, bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e professor das instituições como Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa) e Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).
Além disso, foi o primeiro pesquisador brasileiro a integrar a Academia de Ciências dos Estados Unidos. Em 1994, foi admitido pelo presidente da República à Ordem Nacional do Mérito Científico no Grau de Grão Cruz.
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Seg, 17 Set 2018 16:35:00 -0300
Bolsas Especiais: resultado sai esta semana
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) informa que o resultado do cronograma 2 de 2018 para bolsas especiais será divulgado até o final desta semana. A prorrogação foi necessária para que sejam feitos ajustes orçamentários visando ao atendimento do maior número possível de propostas.
Para esse cronograma, foram submetidas 2.175 propostas de bolsas no país e 2.075 propostas de bolsas no exterior, totalizando 4.250 projetos previstos para iniciarem nos meses de novembro e dezembro/2018, janeiro e fevereiro de 2019.
Até esta sexta-feira, 21, o resultado estará disponível no portal do CNPq na internet.
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Qua, 12 Set 2018 17:34:00 -0300
DAI: chamada promove cooperação ICT - Empresa
Estão abertas as inscrições para concessão de até 200 cotas de bolsa de Doutorado às instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICT) para implementação do Programa de Doutorado Acadêmico para Inovação - DAI. As propostas devem ser submetidas pelo Representante Institucional DAI - RID, cadastrado pelo dirigente máximo da ICT no Diretório de Instituições do CNPq. As inscrições vão até o dia 26 de outubro de 2018.O objetivo é promover a parceria entre Programas de Pós-Graduação da ICT, a partir de um projeto de doutorado desenvolvido por ela, e empresas que garantirão ao bolsista o acesso a todas as facilidades e equipamentos disponíveis, além de indicar um supervisor para seu acompanhamento.
Sendo um Programa Institucional, recomenda-se que sua gestão seja conduzida pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação e/ou Núcleo de Inovação Tecnológica (ou outro departamento equivalente) da ICT, que garanta a convergência e interdisciplinaridade entre diferentes áreas do conhecimento, tendo em vista que o Programa DAI na ICT não se relaciona a um Programa de Pós-Graduação específico.
Essa iniciativa vem dar alcance nacional ao projeto inicialmente implantado com apoio do CNPq há quatro anos, como experiência piloto na UFABC - Programa de Doutorado Acadêmico Industrial e que já conta com resultados consolidados.A Chamada na íntegra está disponível no Portal do CNPq na internet.
Veja aqui webconferência de apresentação e esclarecimentos sobre a chamada.
E acesse o FAQ para mais esclarecimentos.
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Qua, 12 Set 2018 08:53:00 -0300
Confap e CNPq abrem 2ª chamada com o ERC
O Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) abriram segunda Chamada Pública para pesquisadores PhDs vinculados a instituições brasileiras integrarem equipes de Pesquisadores Principais com projetos financiados pelo Conselho Europeu de Pesquisa (European Research Council - ERC). A chamada ERC ¿ CONFAP ¿ CNPq ¿ Second Round é voltada a pesquisadores em nível pós-doutoral com pesquisa ativa.
A Chamada é lançada por meio do Acordo (Implementing Arrangement) assinado entre a Comissão Europeia e o Confap, em 2016, e inclui o CNPq por meio do Arranjo Administrativo (Administrative Arrangement) assinado entre as instituições, em maio deste ano. Pelo Confap, participam desta chamada as Fundações dos Estados de Alagoas (Fapeal), Amapá (Fapeap), Amazonas (Fapeam), Bahia (Fapesb), Distrito Federal (FAPDF), Espírito Santo (Fapes), Goiás (Fapeg), Maranhão (Fapema), Mato Grosso (Fapemat), Mato Grosso do Sul (Fundect), Minas Gerais (Fapemig), Paraíba (Fapesq), Paraná (Fundação Araucária), Pernambuco (Facepe), Piauí (Fapepi), Rio Grande do Sul (Fapergs), Santa Catarina (Fapesc), São Paulo (Fapesp), Sergipe (Fapitec) e Tocantins (Fapt).
Áreas de interesse
Os projetos do ERC que estão abertos a abrigar pesquisadores brasileiros são projetos na fronteira do conhecimento e foram selecionados pela Comissão Europeia e pela Agência Executiva do ERC (ERC Executive Agency - ERCEA). Eles cobrem uma vasta área de campos científicos, que incluem:a. Biologia e Bioquímica estrutural e molecular
b. Genética, genômica, bioinformática e biologia sistêmica
c. Biologia celular e desenvolvimental
d. Fisiologia, patofisiologia e endocrinologia
e. Neurociências e desordens neurais
f. Imunidade e infecção
g. Ferramentas de diagnóstico, terapias e saúde pública
h. Biologia evolucionária, populacional e ambiental
i. Ciências aplicadas à vida e biotecnologia não-médica
j. Matemática
k. Constituição fundamental da matéria
l. Física de matéria condensada
m. Ciências da químico-física e química analítica
n. Química sintética e materiais
o. Ciência da Computação e informática
p. Engenharia de sistemas e de comunicações
q. Engenharia de produtos e processos
r. Ciências do universo
s. Ciência do sistema terrestre
t. Mercados, indivíduos e instituições
u. Instituições, valores, crenças e comportamento
v. Meio ambiente, espaço e população
w. A mente humana e sua complexidade
x. Culturas e produção cultural
y. Estudo do passado humano
z. SinergiaManifestação de interesse e envio de propostas
Para submeter uma proposta, o pesquisador vinculado a uma instituição brasileira deverá se cadastrar na plataforma do Confap (http://www.confap.org.br/news/ercform/public/login), observando as exigências do edital, para ter acesso à lista dos projetos fomentados pelo ERC que podem receber pesquisadores brasileiros, incluindo a descrição dos projetos fomentados pelo ERC e contatos dos pesquisadores desses projetos. A lista é enviada após o preenchimento do formulário cumprindo os requisitos em até cinco dias úteis.Feito isso, o pesquisador do Brasil deverá contatar o pesquisador principal do projeto financiado pelo ERC e acordar sua participação. O pesquisador precisará receber do pesquisador principal do ERC e de sua instituição de destino um aceite, que é necessário para sua elegibilidade à submissão da proposta de trabalho.
De posse das cartas de aceite e incluindo os documentos solicitados na Chamada Pública, o pesquisador fará, em seguida, a submissão da proposta na plataforma do Confap, observando as possíveis exigências de elegibilidade junto à Fundação de seu estado e ao CNPq. Pesquisadores dos estados de São Paulo e de Minas Gerais também deverão submeter as propostas no sistema específico da Fundação correspondente, conforme constado do edital.
Cronograma
- Abertura da segunda chamada: 10 de setembro de 2018
- Apresentação da manifestação de interesse e pedido da lista: até 19 de setembro de 2018
- Submissão de propostas: até 10 de outubro de 2018
Fomento
Os projetos aprovados terão início no segundo semestre de 2018. As visitas poderão ser realizadas em um período contínuo ou divididas em visitas curtas. As FAPs e o CNPq apoiarão os projetos aprovados viabilizando as despesas de viagem. Os pesquisadores brasileiros aprovados na chamada continuarão a receber seus salários ou bolsas de acordo com os termos e condições de suas Instituições.Os pesquisadores brasileiros visitantes aprovados e incorporados no grupo de pesquisadores financiados pelo ERC poderão receber suporte dos projetos ERC e o fomento poderá ser negociado e definido entre os Pesquisadores Principais (ERC Grantees) e os pesquisadores brasileiros.
Mais informações podem ser consultadas no link (https://erc.europa.eu/managing-your-project/set-and-develop-your-team). Esclarecimento de dúvidas e suporte podem ser solicitados pelo e-mail: confap.erc.ia@gmail.com
Acesse aqui a Chamada ERC ¿ Confap ¿ CNPq ¿ Second Round.
Fonte: Coordenação de Comunicação Social do Confap
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Ter, 11 Set 2018 19:13:00 -0300
INPI e CNPq assinam acordo para capacitação de examinadores
O presidente do INPI, Luiz Otávio Pimentel, e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mário Neto Borges, assinaram nesta quarta-feira, dia 5 de setembro, em Brasília, um acordo de cooperação entre as duas instituições.
Presidente do INPI, Luiz Pimentel e presidente do CNPq, Mario Neto Borges assinam o acordo
O foco do acordo é a realização de ações para formação e capacitação de examinadores de direitos de Propriedade Industrial, aproximando pesquisadores do INPI e de universidades e outras instituições de pesquisa. Com esse acordo, o objetivo é construir as bases para implantar o programa-piloto de expansão da capacidade de exame de pedidos de patentes e de registros de direitos de Propriedade Industrial do INPI, em colaboração com instituições científicas e tecnológicas.
Além dos presidentes do INPI e do CNPq, estiveram presentes: Alessandro Dantas, diretor da Secretaria de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC); Michele Sedrez, coordenadora de Relações Institucionais do INPI em Brasília; e Maria Zaira Turchi, presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP).
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Ter, 11 Set 2018 08:59:00 -0300
Estudo quantifica estoques de Carbono Azul em Manguezais
Estudo de pesquisadores bolsistas do CNPq quantifica estoques de Carbono Azul em Manguezais do Norte do Brasil. Os estoques de Carbono ecossistêmico por hectare de manguezais amazônicos são duas vezes maiores do que a Floresta AmazônicaO professor da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Angelo Fraga Bernardino, e o Prof. Tiago O. Ferreira da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP), ambos bolsistas de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), são co-autores do artigo publicado na revista da Sociedade Real Inglesa de Ciências (Biology Letters), que apresenta dados inéditos de estoques de carbono mensurados em manguezais do Norte do Brasil como parte de esforços mundiais na quantificação e identificação do Carbono Azul. O Carbono Azul se refere ao sequestro natural de carbono atmosférico em ecossistemas marinhos costeiros e úmidos, incluindo Florestas de Manguezais, Marismas e bancos de gramíneas marinhas. Estudos iniciados em 2014 pela equipe brasileira em parceria com o Prof. Boone Kauffman (Oregon State University), primeiro autor do artigo, conseguiu recursos da Agência Americana de Desenvolvimento Internacional (USAID) para vir ao Brasil quantificar esses estoques e avaliar as emissões de gases do efeito estufa associadas a impactos nesses ecossistemas.
Os primeiros resultados publicados agora em 2018 permitiram o inventário de estoques de carbono ecossistêmicos baseados em amostras obtidas in-situ associados a manguezais equatoriais, incluindo o Nordeste e Norte do Brasil, onde está uma das áreas de maior extensão de Florestas de Manguezais do mundo. Também se procurou avaliar, seguindo protocolos internacionais, as emissões de gases estufa (CO2) decorrentes de mudanças no uso do solo, que levam a perda de florestas de manguezal.

Manguezais no estado do Pará. Danilo Romero/USP
Os resultados foram publicados em dois artigos de 2018. "Em geral, nesses estudos mostramos que estoques de carbono azul em solos de manguezais do semi-árido do Nordeste se assemelham aos estoques de manguezais Amazônicos (341 a 413 Mg C por hectare), mesmo com grandes diferenças pluviométricas entre essas regiões. Porém, verificamos que o estoque aéreo na Amazônia é um dos mais altos do mundo em razão do alto desenvolvimento das florestas", esclarece Bernardino.
O estudo mostra ainda que mesmo nessas áreas de alto desenvolvimento de florestas de manguezais, cerca de 70% dos estoques ecossistêmicos de carbono estão nos solos. Assim, comparativamente, cada hectare de manguezal amazônico sequestra mais de duas vezes o carbono retido em florestas tropicais continentais, como a Floresta Amazônica. No semi-árido, manguezais do Nordeste sequestram mais de 8 vezes o equivalente a ecossistemas terrestres da Caatinga. Nas marismas costeiras o mesmo padrão é encontrado, sendo que cerca de duas vezes mais carbono é retido nessas marismas se comparado ás savanas do Cerrado Brasileiro.
Comparação de estoques de carbono aéreo (verde) e sub-aéreo (azul e marrom) entre manguezais (mangrove) e florestas continentais (Floresta Amazônica, Caatinga e Cerrado). Reproduzida de Kauffman et al., 2018, Biology Letters.
Bernardino explica que a remoção de mangues para fazendas de camarão que provoca a retirada de cerca de 1 a 2 metros superficiais de solo, muito comum no Nordeste, leva a perdas da ordem de 58 a 82% dos estoques de carbono, emitindo em média 1,390 Mg CO2e por hectare de área removida. "Nesses casos, a emissão de gases do efeito estufa por hectare é cerca de 10 vezes o equivalente a emissões por fogo em florestas continentais".
"Quando se considera a vida útil de certas carciniculturas e a sua produtividade, o consumo de cerca de 1 kg de camarão produzido em áreas onde houve remoção de manguezais tem uma pegada ecológica, ou seja, emite uma quantidade de CO2 equivalente similar a dirigir um carro econômico por 100 km", complementa, Bernardino. Esses protocolos e estudos ecológicos estão sendo aplicados pelo grupo de estudo no sítio PELD Hábitats Bentônicos Costeiros do Espírito Santo (PELD-HCES), onde procura-se entender melhor a dinâmica do carbono e de diversos gases do efeito estufa em florestas de manguezais.
O grupo de pesquisa incliu os pesquisadores J. Boone Kauffman (OSU), Angelo F. Bernardino (UFES), Tiago O. Ferreira (ESALQ-USP), Gabriel N. Nóbrega (UFF), Hermano M. Queiroz (ESALQ-USP), Leila R. Giovannoni (OSU), Luiz Eduardo de O. Gomes (UFES), Danilo Jefferson Romero (ESALQ-USP), Laís Coutinho Zayas Jimenez (ESALQ-USP), Francisco Ruiz (ESALQ-USP).
Os pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo foram apoiados pelo CNPq, Fundação de Apoio à Pesquisa do Espírito Santo (FAPES) e FAPESP, através de financiamento de bolsas e apoio a projetos.
Os dois artigos publicados em 2018 podem ser acessados online:
http://rsbl.royalsocietypublishing.org/content/14/9/20180208
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Seg, 03 Set 2018 12:07:00 -0300
Abertura da reunião da FeSBE fala sobre ativismo científico
A XXXIII Reunião anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE) começou neste domingo, dia 02 de setembro, em Campos do Jordão, São Paulo, onde mais de mil pesquisadores participavam da cerimônia de abertura, que ocorria exatamente enquanto o Museu Nacional no Rio de Janeiro ardia em fogo e uma importante parte do patrimônio histórico e científico deste país simplesmente derreteu em algumas horas.
Prof. Marcelo Morales com parte da diretoria da FeSBE. Hernandes Carvalho (Presidente), Ana Carolina Takakura, Marcelo Morales, Ana Paula Davel e Gustavo Amarante.Não é coincidência que a conferência de abertura fosse proferida pelo pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Marcelo Marcos Morales, um dos Diretores do CNPq e presidente substituto da instituição, que abordou a crise da ciência nacional, incluindo a falta de investimentos e as perspectivas.Apesar de se considerar um otimista e não perder as esperanças, Morales comparou os investimentos em ciência e tecnologia em diferentes nações. Enquanto a China investe U$ 265 bilhões em ciência e tecnologia, o Brasil atualmente destina à área apenas U$ 1 bilhão."Publicamos 2,7% da pesquisa mundial, mas investimos cerca de 1% do PIB. Israel investe quase 5% e Coréia do Sul 4%; China e Estados Unidos, 3% do PIB cada um. E quando ameaçam as agências, incluindo aí também Capes e Finep, temos que defendê-las."Para descrever melhor a crise, Morales resgata os valores investidos. Em 2013/2014, foram R$ 3,5 bilhões na área da ciência. Em 2017, tivemos uma queda brusca e chegamos a R$ 1,2 bilhões. A perspectiva para 2019, se nada mudar, será de R$ 800 milhões. "A PEC do Teto está colocando a ciência em uma camisa de força."Morales lembra que a ciência e inovação são importantes mecanismos para superação da pobreza e das desigualdades - eixos estruturantes de uma nação.Por outro lado, ele ressalta que o número de grupos de pesquisa aumentou significativaente. De acordo com dados apresentados, o Brasil é responsável por 50% da produção científica da América Latina. No país, são formados mais de 20 mil doutores a cada ano; a Plataforma Lattes possui mais de quatro milhões de currículos; em 10 anos subimos da posição 24ano ranking de produção acadêmica no mundo para a 14a. 'Somos uma potência em ciência e tecnologia, mas ainda existem falta de recursos e falsas críticas e épreciso combatê-las. Somos reconhecidos mundialmente com as pesquisas realizadas, por exemplo, no Cenpes, na Embraer e na Embrapa, mas insistem em dizer que não investimos em patentes. Cerca de 20% das patentes nacionais são desenvolvidas em universidades públicas."Mesmo diante de um cenário ruim, Morales mencionou alguns dos projetos e em andamento e dos editais abertos no CNPq. Entre os quais, o Doutorado Acadêmico Industrial e o Doutorado de Inovação; os projetos Inova Talentos, inova Global e Inova Tecnologia; o Programa Ecológico de Longa Duração (PELD); Chamada Zika, além vários outros.E por fim, conclamou as instituições como SBPC, FeSBE e outras sociedades para que se unam em defesa da ciência junto ao Congresso Nacional e aos outros ministérios, pois se nada for feito para reverter as perspectivas orçamentárias de 2019, ficaremos engessados em uma situação bem mais complicada, inclusive afetando o pagamento de bolsas. Para sermos sustentáveis, precisamos investir 2% do PIB na ciência até 2020.Ao fim da cerimônia de abertura, o Presidente da FeSBE, Hernandes Carvalho falou que será produzida durante esta reunião uma carta a todos os candidatos a presidente do Brasil com os anseios da comunidade científica. Hernandes também anunciou dois prêmios que serão concendidos pela FeSBE: o Science Service Award que, neste ano, agraciará a ex-Presidente da SBPC, Helena Nader; e o FeSBE Award Best Publication 2017, no valor de R$15 mil, que irá para a professora Lirlandia P. de Souza, da Universidade Federal de Minas Gerais.Fonte: Assessoria da FeSBE
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Sex, 31 Ago 2018 14:29:00 -0300
Cooperação em Biotecnologia: Resultado
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) torna público o resultado preliminar da verificação dos critérios de elegibilidade CHAMADA CNPQ/MCTIC/CBAB Nº 13/2018 - COOPERAÇÃO INTERNACIONAL EM BIOTECNOLOGIA: CURSOS DE CURTA DURAÇÃO E PROJETOS - CENTRO BRASILEIRO-ARGENTINO DE BIOTECNOLOGIA.
A Chamada tem por objetivo selecionar propostas que visem contribuir significativamente para o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação do País na área de Biotecnologia, por meio de cursos e projetos de pesquisa, visando expandir o conhecimento básico e aplicado em temas avançados de Biotecnologia, de interesse do Brasil, da Argentina e do Uruguai, no âmbito do Centro Brasileiro-Argentino de Biotecnologia.
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Sex, 31 Ago 2018 08:28:00 -0300
Pesquisa no Refúgio dos Campos de Palmas
Objetivo é contribuir para a caracterização e conservação da integridade ambiental dos recursos hídricos e anfíbios associados à unidade de conservação e do seu entorno.
Foi iniciada, nos dias 15 e 16 de agosto, a etapa de campo da pesquisa denominada "Integridade ambiental do Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas: suas águas e seus anfíbios associados". Esta pesquisa é coordenada e executada pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR/Francisco Beltrão) e conta com colaboração da Unipampa e a Universidade Federal de Santa Maria.O objetivo da pesquisa é contribuir para a caracterização e conservação da integridade ambiental dos recursos hídricos e anfíbios associados no Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas e do seu entorno. Serão feitas atividades para diagnosticar a qualidade da água por meio da avaliação dos parâmetros físico-químicos e microbiológicos, e avaliar o teor de agroquímicos em lagoas e riachos do RVS-CP e seu entorno; avaliar o possível impacto de xenobióticos ambientais sobre anfíbios da região; buscar e avaliar os impactos sobre espécies ameaçadas de anfíbios da região; além de atuar com atividades de educação ambiental em escolas, promovendo a valorização das Unidades de Conservação.
Segundo o professor da UTFPR Rodrigo Lingnau, "o projeto irá contribuir para uma melhor caracterização dos ambientes aquáticos na Unidade de Conservação, além de contribuir com novas informações sobre espécies ameaçadas de extinção".
Nesta etapa de campo foram realizadas coletas de amostras de água ao longo do leito principal do Rio Chopim e em alguns afluentes. O Rio Chopim é um importante rio em nível regional, contribuinte do Rio Iguaçu, cujas principais nascentes encontram-se no interior do Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas. Também foi realizada uma prospecção em busca de anfíbios em lagoas e córregos na unidade de conservação.
A previsão é que os pesquisadores retornem quatro vezes ao ano para darem continuidade à pesquisa e avaliar as condições analisadas em diferentes estações no ano. Segundo Ricardo Jerozolimski, "o apoio dos servidores da unidade de conservação é importante, pois alguns locais são de difícil acesso, mas principalmente porque, pesquisas como esta podem gerar importantes resultados para a gestão da UC, para a ciência e para toda a sociedade como um todo'.
A pesquisa faz parte das propostas aprovadas na Chamada CNPq/ICMBio/FAPs denominada 'Pesquisa em Unidades de Conservação da Caatinga e Mata Atlântica", lançada em 2017 pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), por intermédio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e fundações estaduais de amparo à pesquisa.
Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280